terça-feira, 17 de setembro de 2019

Os desafios de ser conselheiro tutelar



Para quem ainda não sabe, estou candidato ao cargo de conselheiro tutelar pela região do Plano Piloto em Brasília. Será que as pessoas sabem o quão é desafiador e difícil atuar nessa área?
Bom, primeiro tem o fator de que é preciso ter sangue frio para aturar muitas histórias tenebrosas, tais como estupro de menores, menores abandonados, violência contra eles etc. Lembrando que, pelo ECA, crianças são de 0 aos 12 anos, enquanto adolescente dos 13 aos 18. Todos, portanto, são considerados menores.
O segundo fator que será limitante é que a área da criança e do adolescente em geral sofre um certo preconceito da própria população. Muitas pessoas acreditam que por serem menores não devem ter vez nem o devido respeito. Mas é exatamente o contrário. Eles devem ter voz e o direito, sendo as ações afirmativas em cima deles as prioritárias.
Além disso, muita gente acredita que o problema está, quando ocorre violência por parte deles, no limitante da menoridade penal. Sem entrar no mérito se sim ou se não, o fato é que a raiz do problema não está no fato em si, mas na realidade social de cada menor envolvido em crimes, bem como na questão educacional.
O Conselho Tutelar, neste ponto, atua para minorar os efeitos desse problema social. O primeiro passo é garantir a educação, serviço essencial, a todos, sem exceção. A partir daí se desenvolverá todos os serviços faltantes, aos quais o Conselho Tutelar também busca minorar. Mas ele não atua no problema em si. O Conselho é uma ponte para que os direitos a que as crianças e os adolescentes sejam efetivamente concedidos. Uma vez concedidos, a realidade de cada um deles será moldada para um futuro diferente, melhor, nem que seja na questão de valores essenciais ao ser humano, como a honestidade e a caridade.
Por isso, o desafio é imenso, mas, com fé no dia a dia e trabalho duro, é gratificante ao final saber que a pessoa do outro lado está sendo ouvida, e tendo alguns direitos básicos garantidos. Espero que, se eleito, possa fazer a diferença e ajudar a criar uma sociedade mais humana e justa.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Brasil corrupto


Tema batido, é bem verdade. Mas deve-se dizer que ainda dá muito pano pra manga quanto a escrever sobre ele.
Ontem, na rua, andei a pensar sobre isso. Estava eu em uma agência bancária, quando de repente e inesperadamente começou a chover. Estava desarmado, sem meu guarda-chuva. Foi então que reparei em um senhor que vendia coisas em frente ao edifício. E ali tinha guarda-chuva. Perguntei a ele o preço. Me assustei com sua resposta, quando me disse na lata: 30 reais. Eu só faltei levantar os braços e pedir para ele levar tudo meu. Absurdo esse preço, e ficou claro que ele se aproveitou da situação para lucrar.
Aí andei a refletir, e pensei em outra situação no carnaval. Quando o bloco estava na rua, já no meio do caminho, desabou um temporal, e várias pessoas estavam vendendo capas de chuva. O preço? 10 reais. Um absurdo, porque momentos antes era vendido a 5. Perguntei a um senhor se ele não fazia por 5, e a resposta foi não. De repente, uma senhora ao lado dele aceitou, mas o outro se irritou com ela, porque “estragou” o negócio dele.
Ora, ficou claro para mim que os brasileiros, não sei se em geral, mas boa parte, são aproveitadores de situações quando o outro lado acaba por estar em uma relação mais fraca. Isso é apenas reflexo do que temos no congresso. Essa atitude desses camelôs que, diga-se de passagem, não pagam impostos, representam a mesma corrupção que estamos cansados de ver. Um preço tem que ser o mesmo o tempo inteiro, haja ou não mudança nas circunstâncias.
Uma coisa é certa, quem pratica esses aumentos de preço certamente reclama dos políticos brasileiros e está cansado da roubalheira, mas, talvez mesmo sem perceber, fazem a mesma coisa.
Me pergunto: esse país ainda tem jeito?  Quero acreditar que sim, mas, sinceramente, minhas esperanças cada vez ficam menores.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O novo leproso


   Quem lê a bíblia sabe que, dentre os personagens mais excluídos da Terra, sem dúvida os leprosos estavam entre eles, assim como as prostitutas, as mulheres em geral, as viúvas etc. Estes não viviam, simplesmente existiam. Pessoas “normais” os viam, mas fingiam que nem estavam ali.
Triste realidade, que, com o tempo, foi mudando para a melhor.
  A questão é que, atualmente, novas pessoas são os leprosos de hoje. Explico: Dia desses, me deslocando de ônibus, vi uma cena que me deixou a pensar isso. Um senhor, claramente com problemas psiquiátricos, mendigo, estava sentado na frente do veículo, e falava (gritava) coisas incompreensíveis. Ninguém se interessou por ele, o que, de fato, é algo normal de acontecer, já que as pessoas sentiram medo de ele fazer algo com elas. O problema é que o motorista, bem como o cobrador, não manifestaram nenhum tipo de compaixão para com ele. Simplesmente o ônibus estacionou em uma parada, e o motorista o mandou descer. Ate deu para entender o que ele falou ao descer: Só porque sou mendigo né?
  No mundo, parece que sempre vão existir pessoas à margem da sociedade. Não digo apenas no caso de mendigos e quem tem problemas psicológicos, mas muita gente hoje ainda sofre desses problemas, como os próprios negros, os lgbts etc. Esses são os novos leprosos. E como lidar com eles afinal? No caso do mendigo do ônibus, creio que deixar ele falando sozinho e descer na parada que ele pretendia era, no mínimo, o mais aceitável a ser feito.
  Ninguém tem obrigação, é claro, de conviver com pessoas que diferem da nossa normalidade, mas acredito que não podemos deixá-los apenas existirem, e não nos sensibilizarmos com a vida deles. A verdade é que atualmente notícias ruins e a insensibilidade já estão tão normais que ninguém mais se sente mal com isso. Os papéis se inverteram. Vamos pensar melhor sobre isso, e quem sabe tentar fazer a vida de pessoas excluídas um pouco melhor?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O sopro da vida

Comecei a pouco tempo, no final do ano até, a pensar mais na vida. Digo filosoficamente: O que estou fazendo aqui? Por quê a pessoas morrem? O que tenho feito da minha vida? Questiono também  rapidez dela.
Isso tudo tem me deixado mais sensível até, inclusive a ponto de quase chorar ao ver a apresentação de fim de ano na creche de minha querida sobrinha. Fiquei pensando o quanto ela cresceu, o quanto estou ficando velho e o quanto o futuro dela me preocupa. Me veio medo de ela virar uma pessoa diferente do que uma criança representa. Me senti no papel de um pai ali, e olha que nem filho tenho,
Shows que vejo também estão me deixando sensível Quando toca uma música que gosto muito me arrepia até a alma, e e dá realmente vontade de chorar. Não sei o motivo, confesso. Aí nisso me vem à cabeça o quanto os cantores vão ficando velhos, e me pergunto do porque da morte, e que ela não os levem tão cedo.
Viver a vida é preciso, e cada dia mais essa é a minha filosofia: deixar acontecer. Mas há tempos e dias em que analiso demais tudo isso que foi dito e não consigo me desgarrar de certas coisas  acabo ficando chato e cabisbaixo.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

A coisa

Quem passava pela rua não percebia, mas a coisa estava ali à tona. Pessoas passavam rápido, com pressa de chegarem aos seus lares, compromissos, namorados etc.
Observava a um canto, já que estava com meu tempo livre. Uma ou outra pessoa a via, mas nem dava bola. Outras a viam e até paravam um tempo. Porém, rapidamente se recuperavam do pequeno encanto.
Essa coisa persegue o homem desde o tempo das cavernas, e é essencial para a vida humana, mesmo que aparentemente não pareça. Crianças, casais apaixonados e filmes a amam, e sempre que ela aparece se fazem grandes urras e vibrações, Ela já presenciou grandes acontecimentos, seja para o bem ou mesmo para o mal. Esteve no tempo de Jesus, nas guerras napoleônicas, nas crises e golpes globais etc.
Mas parece que atualmente ela ficou desinteressante. A televisão, as tecnologias, o celular (esse principalmente), alienaram as pessoas e as tornaram indiferente a essa coisa. Até eu, na minha insípida ignorância, me vi um dia achando-a sem graça, pensando ser muita infantilidade ficar admirando-a, resultando até em uma certa imbecilidade. Neste dia concordei com esse meu pensamento, mas depois parei e pensei: quero ser imbecil e infantil.Naquele momento parei, meditei, e percebi a força que ela traz à alma da pessoa.
Estou falando, da lua caríssimos, especialmente da lua cheia, essa lua que encantou e encanta gerações, e que até fez o homem visitá-la (será?). O fato é que a vida muda muito na Terra, mas uma das únicas coisas que parecem infinitas é a lua, que sempre iluminou e vai continuar iluminando a todos até o fim dos tempos.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

De quem é a culpa?

Vejo um país cada vez mais afundado em corrupção e violência, o que gera nas pessoas de bem, que não são poucas, um sentimento de não pertencimento ou de repugnação ao país em que vivem. Confesso também estar movido por esses sentimentos. Vejo isso quando não tenho a mínima vontade de levantar e cantar o hino nacional nos eventos. Acredito que para muitas pessoas também ocorre isso.
Pois bem, a pergunta que não quer calar então é: Existe uma saída para isso? E se sim, ainda há tempo? Creio que a resposta se dá com uma única palavra, educação. Mas, o que vemos é exatamente uma "antieducação". Escolas sucateadas, enino ainda patriarcal e pouco encorajador aos alunos, falta de profissionalismo de diretores e professores, uma "reforma" mal feita no ensino médio etc.
Sem educação não se sabe reclamar, e se tem ignorância de muitos assuntos. No Brasil, poucos sabem, ainda, que o lixo que se joga no chão vai acumulando, e, nas chuvas, entope as valas, causando inundações; que o plástico usado diariamente, seja para beber, comer ou mesmo brincar, demora vários séculos para se desfazer na natureza, e já entulha os oceanos, matando baleias, tartarugas e até pássaros; que a carne bovina comida advém de pastos localizados em áreas de florestas desmatadas do cerrado ou da amazônia, e, que, entre outros motivos, são os causadores da falta de chuva no país. 
Não são todos, obviamente, mas me parece ser da natureza do brasileiro querer se dar bem em tudo, mesmo que passando por cima de outros. É fácil ver isso quando alguém fura uma fila, falsifica identidade ou carteira estudantil, compra celulares sem nota fiscal na rua etc. Então, tudo isso se reflete nos políticos que aí estão nos representando. Estes são só uma amostra do que é a sociedade como um todo. Há ainda uma perversidade na lei eleitoral que poucos ou ninguém sabe direito: o tal do coeficiente eleitoral. Ele é o seguinte, quando alguém vota no candidato X do partido Y, mesmo sendo ele honesto, esse voto faz com que outros do mesmo partido, corruptos e pilantras, mesmo não tendo sequer sido votados direito, se promovam só porque o partido recebeu muitos votos. Assim, se perpetuam no poder, mesmo que ninguém os queira ali. Esse assunto precisa vir à tona porque as eleições estão chegando. É preciso divulgação!
Ainda há esperanças? Creio que sim, mas antes o que precisamos é de uma verdadeira reforma política e educacional, que, em não acontecendo, deixa o país na mesma. Oremos!!  

terça-feira, 25 de abril de 2017

Esporteando

Esportear, verbo que traduz muito bem a vida de tantas e tantas pessoas. Sim, ele existe, pelo menos na minha imaginação. 
Eu esporteio jogando tênis e pedalando. Esses dois esportes são uma fuga na luta contra a danada da preguiça e da tristeza. Houve um tempo também em que estive treinando futsal para participar de um torneio de igreja evangélica, apesar de não ser tão bom nisso (até gol contra fiz).
Mas tênis e ciclismo são meu forte. O primeiro, porque jogo todas as minha raivas e angústias batendo na coitada da bolinha, que nada tem a ver com isso, mas não estou nem aí para ela. é ótimo, principalmente quando a bola vem fácil fácil para que se dê um smash*. Amo esse esporte, apesar de não gostar tanto de assistir os jogos, apenas de jogar. 
Quanto ao ciclismo, este é um esporte em que presencio a liberdade. Liberdade de conhecer lugares a fundo, de ter o vento no rosto quando se está em alta velocidade, e de poder se superar cada vez mais. A máxima distância que percorri foi uns 65 km, quase morrendo, literalmente. Para mim pedalar é um dos prazeres da vida, e se tem dias em que digo que posso morrer que morreria feliz é quando estou no meio de uma trilha em velocidade razoável (outra vez foi quando vi a neve).
Todo mundo esporteia também, é só observar a quantidade de esportes existentes no planeta. E mesmo quem acha que não esporteia, acaba estando errado. Por exemplo, a paciência é um esporte muito preciso e que exige bastante atenção. Ler também é um esporte, pois exige habilidade menta da pessoa. Ou seja, esportear é viver, e quem vive o pratica e é feliz.

*Para quem não sabe, smash é uma jogada em que a bola vem do adversário muito alta, e a pessoa a pega lá em cima, e joga a bola direto pro chão. Quase sempre é indefensável.